Utilização de linguagem gamer também é advergame. 

Viajando pelo behance dia desses, acabei me deparando com esse trabalho aqui do Danilo Gusmão Silveira (Designer and Art Director), achei bem interessante a utilização da linguagem game, que se pode ver de perto na prancha conceito que fala com os dois jogadores de futebol lado a lado, a frase “SELECT YOUR PLAYER” na parte superior. Além de outros elementos no decorrer do link, caso vocês tenham a curiosidade de olhar de perto. 

Mas enfim, o que viemos ver aqui hoje é o seguinte: utilizar linguagem gamer em anúncios de publicidade também pode ser considerado um advergame? 

Pois bem, segundo Vince Vader, professor da ESPM, “se a gente considerar product placement como estratégia de advergame, sim”, podemos considerar um advergame. Já que estamos inserindo um produto dentro da linguagem gamer, mesmo sem termo desafios entre outras estéticas de interação. 

Segundo Maro Berimbau, também professor da ESPM, 

“Do ponto de vista técnico, a resposta seria “não”. A IAB tem um documento antigo, mas ainda válido, recortando as principais técnicas de associação entre publicidade e jogos, e possui uma definição sobre o que são advergames. (https://www.iab.com/wp-content/uploads/2015/10/IAB_Games_Ad_Eco_Guide.pdf) Como pode perceber, a descrição de custom-made game não se aplica a anuncios que utilizam linguagem gamer.” 

Ao mesmo tempo, acho que isso não importa.

E Berimbau ainda reitera que: 

“Os nomes das técnicas mudam sempre. Advergame, gamificação, in-game advertising etc.. O que importa é que existe um comportamento de consumo crescente, que é o consumo de jogos digitais, que tem crescido muito na última década. O aumento do acesso à jogos através dos smartphones, a facilitação da produção através do barateamento de ferramentas de desenvolvimento e a evolução tecnológica do hardware, software e infraestrutura necessários para esse desenvolvimento e consumo de games só vai crescer. Cloud gaming (como Google Stadia) e 5G estão vindo aí. Isso significa que entre os hábitos de consumo de mídia, os jogos digitais serão cada vez mais presentes, e farão parte do repertório das populações até serem tanto ou mais relevantes como as mídias tidas como tradicionais, como a TV, o rádio ou o cinema. Com esse hábito de consumo crescendo, certamente veremos cada vez mais as marcas, produtos e serviços – e, consequentemente, a publicidade e o marketing – utilizando-se de jogos como um espaço relevante de comercialização de mercadorias, de contato com o consumidor para falar pertinentemente sobre suas ofertas, ou ao menos como território semiótico para compor seu discurso para consumidores que nasceram e cresceram jogando videogames.” 

Bem interessante não?

https://www.behance.net/gallery/92342927/PUMA-POWER-UP-2019?tracking_source=search%7Cvideogame