O raciocínio é simples: da mesma forma que a publicidade consumiu o cinema criando o filme de 30, ela consome o game, criando assim o advergame.

 

Deu para entender?

O advergame foi criado da mesma forma que todas as outras mídias publicitárias: por meio da deglutição de uma mídia e sua transformação em objeto de comunicação publicitária.

Isso aconteceu com o cinema, com o rádio, com a impressão, entre tantas outras mídias.

Claro que, com o video-game, não poderia ser diferente.

 

Mas o caso é, que ao vir de uma mídia (ou quase isso, tendo em vista que a mídia aqui é o meio digital, e não o vídeo-game) o game entrou para a publicidade com tudo.

 

Mas da mesma forma que veio com tudo, acabou se tornando desinteressante para algumas marcas, e principalmente para agências. No final das contas, acharam que o caminho para a efetividade dos advergames eram muito longos, tendo em vista que se precisava de um ótimo esforço de mídia para que eles fossem jogados.

Se você for ver de perto, é o mesmo caminho que um game comum toma: primeiro as pessoas precisam saber que eles existem por meio das mídias tradicionais e aí sim eles são comprados pelo público jogador.

 

Antes do game, vem a mídia em cima dele.

 

Como o FootZombie, da rexona em 2010, produzido com temática da copa do mundo da África do Sul, para Rexona ou jogo do Dic Desperado, para Doritos da Almap. Quando a CuboCC fez o FootZombie, chegamos até a ter filme de 30 na TV falando para o público ir à internet, acessar o site e jogar. Ou seja, um caminho totalmente inverso: era um filme, solto em rede nacional falando “PESSOAL!! CORRAM PARA O COMPUTADOR E JOGUEM PORQUE É  LEGAL!”. Já o Dic Desperado, foi apenas um braço da campanha, uma coisinha que saiu junto ao monstro que era aquele filme.

 

Dois jogos, duas forma de jogar.

Dois jogos, duas intenções.

 

Um, de ser o grande astro, trazer o jogo como a maior novidade de uma campanha.

O outro, um braço BTL, que servia de apoio para o todo.

 

Um competia uma mídia voltada ao jogo, ou seja, um grande gasto para que fosse jogado.

O outro precisou de apenas alguns triggers, pois a importância mesmo estava em outra parte da campanha.

 

Além dos investimentos, isso mostra outra coisa: que a vida do Advergame na publicidade foi um tiro curto. Saindo do patamar de novidade, para o patamar de apoio a uma campanha em pouco tempo.

 

Hoje ainda são vistos alguns advergames por aí, mas em grande parte como uma forma de ação promocional do tipo “Jogue-Ganhe” ou “Jogue-fique-ranqueado/ Ganha o melhor”.  

 

Funciona?

Sim, funciona… É relevante… Olha, até que é, mas isso deixa essa mídia ainda subutilizada.

transformando o video-game publicitário em apenas num trigger promocional.

 

Mas, na minha visão o futuro do advergame será bem promissor. Principalmente com a entrada da TV digital (NetFlix) e o surgimento absurdo dos jogos mobile. Mas esse é o papo para o outro artigo.